Olá, eu sou o professor Rogério Ferreira, fundador do site Colabora Concursos.
Fiz questão de participar da Prova Nacional Docente 2025 para conhecer de perto o formato do exame e poder compartilhar com vocês minhas impressões sobre a organização, a segurança e o conteúdo da prova.

Organização do local

De modo geral, percebi certa desorganização na alocação dos candidatos. Algumas salas estavam superlotadas, com cerca de 50 participantes, enquanto outras tinham apenas 10 ou 15. Isso acabou gerando realocações de última hora feitas pelos fiscais, o que causou um pouco de confusão. Ressalto que esse problema não tem relação direta com as escolas onde a prova ocorreu, mas sim com a organização do INEP no momento da distribuição dos candidatos.

Segurança

Em relação à segurança, achei que foi adequada e dentro dos padrões esperados.
Houve uso de detectores de metal tanto na entrada das salas quanto no acesso aos banheiros, o que considero uma medida plausível e suficiente para garantir o controle básico de segurança.

Estrutura da prova

Diferente do que muitos imaginavam, a prova não trouxe textos longos. As questões eram objetivas, com quatro alternativas (A a D), o que tornou a resolução mais ágil.
Outro ponto importante: não houve análise de itens (como aquelas questões em que se avaliam afirmações verdadeiras ou falsas).
A estrutura, portanto, não se assemelhou à da FGV, sendo mais direta e leve de ler — embora isso não signifique que estivesse fácil.

Nível de dificuldade

As questões da Formação Geral Docente estavam, em sua maioria, entre fácil e média dificuldade.
Já as do Componente Específico, variaram de média a difícil.

Estudo de caso

O estudo de caso acabou decepcionando um pouco. Na prática, não foi exatamente um estudo, mas sim uma mistura entre estudo de caso e dissertação argumentativa.
A prova apresentava uma situação-problema e pedia um texto dissertativo-argumentativo, solicitando também uma proposta de atividade para combater o idadismo e promover a integração intergeracional na escola. Essa fusão de formatos pode ter confundido alguns candidatos.

O ponto-chave da redação era o idadismo.
Os textos de apoio incluíam um sobre a natureza do tema, um trecho do Artigo 22 do Estatuto do Idoso, e outro sobre preconceitos relativos à idade, tanto em relação à juventude quanto à velhice.
Portanto, era essencial abordar o idadismo e o idoso no texto, estruturando-o com introdução, desenvolvimento e conclusão, conforme um texto dissertativo-argumentativo tradicional.

Conteúdos cobrados

Na Formação Geral Docente, os temas foram amplamente distribuídos.
A prova abordou:

  • Níveis e métodos didáticos;
  • História e filosofia da educação;
  • Estágio supervisionado;
  • Tecnologias digitais (TICs) e metodologias ativas;
  • Sustentabilidade e valorização dos povos indígenas;
  • Pedagogia de projetos;
  • Cultura afro-brasileira e territórios quilombolas;
  • Projeto Político-Pedagógico (PPP) e gestão democrática;
  • Educação inclusiva, exclusão, segregação, integração e inclusão;
  • Questões de sexismo, etarismo e imigração.

Já no Componente Específico de Pedagogia, a ênfase foi em Educação Infantil e Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Houve várias questões de estudo de caso didático, exigindo análise pedagógica, além de tópicos sobre o ensino de Geografia e História nos anos iniciais e interdisciplinaridade, tema bastante recorrente.

Tipos de textos

Os textos utilizados foram bastante diversificados, variando de letras de música a trechos de Machado de Assis.
Ainda assim, as questões mantiveram um tamanho razoável, facilitando a leitura.

Tempo de prova

A prova teve 80 questões e mais um questionário de percepção, com nove perguntas, voltado a avaliar a experiência dos participantes nessa primeira edição do exame.
No total, o tempo disponível foi suficiente: seria possível concluir em cerca de 4 horas, embora eu tenha levado 5 horas propositalmente, pois queria levar o caderno de questões para casa.

Informações adicionais

Tanto o ENAD quanto a Prova Nacional Docente utilizaram o mesmo exame, com quatro versões (tipos 1, 2, 3 e 4).
Em breve, vou disponibilizar a prova completa no site Colabora Concursos, escaneada e organizada, para que todos possam analisá-la.
Durante a semana, também publicaremos informações sobre o gabarito oficial e demais atualizações.

Conclusão

Em resumo, foi uma prova bem estruturada, coerente e equilibrada, com um bom nível de exigência — especialmente nas partes específicas — e uma proposta clara de avaliar as competências docentes de forma abrangente.

  1. Achei muito complicada a leitura da prova – textos muito longos – e a redação foi confusa, a forma que foi requerida, com três passos a serem incluídos na redação deixou MUITA gente perdida. Eu comentei sobre a dificuldade de professores mais velhos e mais novos e suas dificuldades por conta da sua idade. Estou receoso de que eu tenha zerado a redação, já que acho que acabei fugindo do tema. O que pediram era tão amplo que deixou tudo muito confuso, além de que —> 30 linhas é muito pouco espaço para uma introdução coerente, um desenvolvimento satisfatório e uma conclusão ( muitos não fizeram, não iria ter linhas suficientes para a atividade a ser elaborada ) e a atividade, pelo o que eu analisei de alguns colegas, ficou muito confuso. Na minha perspectiva, eles pesaram a mão na redação, achei um tema relevante, mas o que se pediu foi bastante confusa.

  2. Achei a matemática com muito blá blá bla. Foi cobrado muito pouco conhecimento de matemática, e quando foi pedido, muitas vezes, se cobrou de álgebra linear. Prova de pedagogo adaptado pra matemática.

  3. Eu nunca na minha vida fiz uma prova dessa, para mim algumas questões não tinham respostas objetivas e outras com duplas respostas , não gostei perdi muito tempo nas questões objetivas, quando terminei não deu tempo de terminar a questão discursiva, fora a desorganização da banca FGV. Isso tudo é uma falta de respeito com o professor. Isso tudo é Brasil .

Deixe uma resposta