Convocação de Professores da Rede Estadual de SP ADIADA
Há grande expectativa entre os candidatos aprovados no concurso mais recente para Professor da Educação Básica II, realizado em 2023, que abrangeu diversas áreas do Ensino Fundamental e Médio. A previsão inicial era de convocação de pouco mais de 4.200 docentes, com a sessão de escolha de vagas marcada para os dias 25 a 29 de agosto. Com o adiamento, a previsão para escolha de vagas passa a ser entre os dias 08 a 12/9.
No entanto, segundo informações divulgadas pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP), a Secretaria de Estado da Educação (SEDUC), por meio da Coordenadoria de Gestão de Recursos Humanos (CGRH), comunicou o adiamento desse processo de escolha de vagas. A chamada teria como objetivo contribuir para o preenchimento das 15 mil vagas já autorizadas no concurso.
De acordo com a CGRH, o adiamento ocorreu em razão de problemas técnicos no sistema. A APEOESP informou que já designou representantes para fiscalizar o processo em todos os 17 polos de escolha, além de prestar suporte aos candidatos durante a convocação.
Em reuniões anteriores com o Sindicato, a SEDUC se comprometeu a convocar mais 10 mil concursados em 2026. Paralelamente, a APEOESP integra uma ação judicial do Ministério Público Estadual que visa garantir a convocação de 44 mil professores concursados, em resposta ao elevado índice de docentes temporários, que atualmente representam cerca de 50% do quadro da rede estadual.
Além disso, o Grupo Especial de Atuação da Educação (GEDUC Capital), do Ministério Público de São Paulo, solicitou judicialmente a nomeação imediata de 40.155 professores efetivos aprovados em concurso público. Caso o número não seja suficiente, o MP pede a realização de novo concurso, a inclusão de recursos financeiros nas leis orçamentárias (LDO e LOA) e a criação de comissões permanentes de planejamento da gestão docente, conforme determina o Plano Nacional de Educação (PNE).
Conclusão
O adiamento da escolha de vagas frustrou a expectativa de milhares de candidatos que aguardam sua nomeação. A elevada dependência de professores temporários expõe a fragilidade da rede estadual de ensino e reforça a necessidade de uma política de contratação mais estável e planejada. A pressão exercida por sindicatos e pelo Ministério Público evidencia a urgência de ações concretas do governo paulista para valorizar o magistério e garantir melhores condições de ensino na rede pública.
