Mais de 6 mil vagas de professores ficam sem preenchimento em SP
Na última semana, a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo realizou o preenchimento de 4.039 vagas destinadas às disciplinas de Educação Física, Geografia, Inglês, Matemática e Português. A distribuição das vagas ocorreu conforme a tabela a seguir:

Durante as sessões de escolha realizadas pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo (SEDUC), foram apresentadas 10.639 vagas. No entanto, quando o número de escolhas chegou a 4.039, o processo foi interrompido e os professores presentes foram dispensados, mesmo restando cerca de 6.600 vagas disponíveis.
Segue abaixo a Tabela de Vagas não preenchidas:

A medida gerou grande insatisfação entre os docentes, pois evidencia uma possível indisposição do Governo em efetivar as nomeações. O próprio painel de vagas demonstrou que ainda havia milhares de postos a serem preenchidos, e isso considerando apenas as disciplinas de Educação Física, Geografia, Inglês, Matemática e Português. Caso sejam incluídas as demais áreas — Sociologia, Filosofia, Educação Especial, Química, Física, Biologia, Ciências, Artes e História —, o déficit se torna ainda maior.
A situação é particularmente grave em Sociologia, Filosofia e Educação Especial. Nas duas primeiras, não houve sequer convocação, embora o edital do concurso previsse 115 vagas para Sociologia e 55 para Filosofia, número que o Estado tem obrigação de preencher. Já em Educação Especial, a urgência decorre do aumento das matrículas de estudantes com deficiência. Embora esses alunos estejam sendo inseridos nas escolas, não recebem uma educação inclusiva efetiva, pois faltam professores especializados. Além disso, os docentes das demais disciplinas não têm formação adequada para atender a essas demandas sem apoio, considerando que uma graduação em Educação Especial exige, em média, 3 a 4 anos de estudos.
Diante desse cenário, fica evidente que o Governo do Estado de São Paulo precisa rever com urgência sua postura em relação às nomeações. A interrupção do processo de escolha, mesmo com milhares de vagas em aberto, compromete a qualidade do ensino, sobrecarrega os profissionais já em exercício e, sobretudo, nega aos estudantes o direito constitucional a uma educação de qualidade. Sem a convocação dos aprovados e a valorização da carreira docente, não será possível garantir uma escola pública inclusiva, democrática e capaz de atender às reais necessidades da comunidade escolar.

Anônimo
Realmente é um absurdo esta situação….
Anônimo
Será pq ? Lembro que fiz o processo seletivo 2024 porém solicitaram um vídeo tirei nota máxima no vídeo seria 40 pontos pela fundação Vanesp fiquei em 35° lugar a minha classificação fui convocado para entrevista com a gestão não passei na entrevista lecionei há mais de 1 década na educação infantil isso achei um absurdo ai vem falar que falta professor.
Jose Domingos
Anônimo
E quem quer trabalhar não chama e brincadeira
Anônimo
O governo precisa rever essa situação que convocou professores no dia 11 e 12 e nesse dia acabou a vaga de matemática e português.
Anônimo
Existe possibilidade de abrir processo judicial para todos os aprovados serem chamados?
Anônimo
Infelizmente os professores preferem fazer cupcake churrasquinho na esquina do que dá aula a educação está muito a desejar, alunos que não respeitam mais professores, baixa o salário e infelizmente a classe está muito desmotivada