O Congresso Nacional recebeu a proposta da Reforma Administrativa, um marco legislativo que pretende atualizar o sistema constitucional-administrativo da Administração Pública brasileira. A medida está estruturada em quatro eixos principais: governança e gestão, transformação digital, profissionalização e extinção de privilégios.

Entre eles, o eixo da profissionalização é o que mais impacta os atuais e futuros servidores, pois busca modernizar todo o ciclo de gestão de pessoas — desde o planejamento da força de trabalho até a estruturação das carreiras. O objetivo central é aumentar a eficiência, a transparência e a legitimidade do serviço público, garantindo melhores serviços para a população.

1. Novo paradigma para os concursos públicos

Dimensionamento e foco estratégico

A investidura em cargo efetivo ou emprego público continuará condicionada à aprovação em concurso público de provas ou de provas e títulos. Contudo, antes da abertura de um novo certame, será necessário realizar o dimensionamento do quadro de pessoal, alinhando-o às necessidades estratégicas do órgão.

A avaliação dos candidatos deverá observar o perfil profissional desejado, priorizando conhecimentos e habilidades essenciais ao exercício das funções. A proposta também estimula a criação de carreiras transversais, que possibilitam a atuação do servidor em diferentes órgãos e entidades.

Concurso Público Nacional Unificado (CNU)

O Concurso Nacional Unificado (CNU), atualmente dependente de decisão política do Executivo Federal, passa a ter previsão legal. Estados, Distrito Federal e Municípios poderão aderir ao modelo centralizado, aproveitando pontuações e cadastros de aprovados. A medida busca reduzir custos, ampliar a transparência e beneficiar principalmente municípios de menor porte.

Vínculo estatutário por tempo determinado (Investidura a Termo)

Será criada a modalidade de investidura a termo em cargo efetivo, com duração mínima de 10 anos. Essa contratação atenderá a necessidades transitórias e estará restrita a até 5% do total de servidores ativos da carreira. Durante o período, o servidor terá assegurados todos os direitos previstos no regime jurídico, incluindo estabilidade, estágio probatório e regime previdenciário.

2. Estágio probatório mais rigoroso e carreira por mérito

Fortalecimento do Estágio Probatório

O estágio probatório deixa de ser apenas uma etapa formal e passa a ser um processo administrativo estruturado, com avaliações contínuas e baseadas em critérios objetivos. Para adquirir o vínculo efetivo, o servidor deverá comprovar aptidão por meio de resultados concretos e participação em programas de capacitação.

Fim da progressão automática por tempo de serviço

A progressão ou promoção baseada exclusivamente no tempo de serviço será vedada. O desenvolvimento na carreira dependerá de critérios de mérito, aliados ao tempo de serviço, avaliados em processos periódicos de desempenho.

Tabela Remuneratória Única (TRU) e Carreira Longa

Será instituída a Tabela Remuneratória Única (TRU), que servirá de referência para a remuneração de todos os agentes públicos (servidores, empregados e agentes políticos).

– Cada carreira deverá contar com, no mínimo, 20 níveis de progressão;
– A remuneração inicial de cada cargo não poderá superar 50% do valor do último nível da carreira.

Avaliação de desempenho e bônus por resultados

A avaliação periódica de desempenho será obrigatória e terá três funções principais:
1. Medir a contribuição do servidor para o alcance das metas;
2. Reconhecer e valorizar o bom desempenho;
3. Indicar necessidades de capacitação.

A progressão funcional dependerá de desempenho satisfatório, caso contrário é possível que haja o desligamento desse funcionário público por ineficiência no serviço.

Como podemos observar, a reforma administrativa será péssima para os concursos públicos, portanto devemos mostrar nossa indignação votando em uma petição para que os políticos saibam que não queremos a reforma, segue abaixo a petição:

ASSINAR PETIÇÃO CONTRA REFORMA ADMINISTRATIVA

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