Neste domingo, 24 de agosto de 2025, ocorreu a prova do Processo Seletivo para Professores da Rede Estadual de Ensino de São Paulo. O exame é voltado ao preenchimento de vagas temporárias, conhecidas como “Categoria O”. A contratação de professores temporários é uma prática antiga na Secretaria de Educação do Estado de São Paulo e, infelizmente, o processo seletivo costuma apresentar falhas recorrentes ano após ano.

Nas redes sociais, muitos candidatos relataram insatisfação, especialmente quanto ao horário de fechamento dos portões. Segundo o edital de convocação, os portões seriam fechados 20 minutos antes do início da prova — o que foi seguido à risca. No entanto, a ausência de qualquer tolerância gerou revolta. Veja alguns relatos de candidatos:

“Ainda teve gente que chegou depois das 7h40. Eu nunca tinha presenciado algo tão assustador. Batiam no portão e gritavam lá fora, enquanto esperávamos a distribuição das provas…”

“Hoje, mais uma vez, fomos humilhados. Às 7h40 da manhã, muitos professores foram impedidos de realizar a prova por chegarem com apenas um minuto de atraso.”

“Cheguei às 7h41. Portão fechado. Uma humilhação. Vários professores chorando e batendo no portão. Vinte minutos depois, o coordenador da Vunesp apareceu… rindo da nossa cara. E não abriram.”

Outra reclamação recorrente diz respeito à identificação dos candidatos. Embora o edital deixasse claro que documentos digitais, como o RG eletrônico, seriam aceitos, em algumas unidades escolares os fiscais recusaram esse tipo de documento, demonstrando falta de orientação adequada.

No que diz respeito aos materiais permitidos, o Colabora Concursos havia divulgado antecipadamente que a prova deveria ser feita com caneta preta. Mesmo assim, diversos candidatos ignoraram essa recomendação e compareceram com caneta azul, gerando confusão. Um dos relatos reforça a importância de seguir as instruções básicas:

“Na minha sala, ao menos cinco pessoas estavam com caneta azul. Foi aquele corre de ‘empresta caneta aqui, empresta ali’. Ainda ouvi perguntas como: ‘Pode assinar com azul? A preta é só pro gabarito, né?’ Isso só atrapalha o trabalho dos fiscais.”

“Eu sempre levo canetas extras para ajudar quem precisar. Hoje mesmo, emprestei a uma moça que não tinha levado nada. Como você sempre diz: ‘O seguro morreu de velho’.”

Além disso, alguns professores relataram falta de preparo dos fiscais e, em certos casos, falta de respeito, como piadas e comentários desnecessários durante a organização das salas.

Também houve críticas ao comportamento de alguns colegas, que desrespeitaram as orientações prévias sobre alimentação durante a prova. Por ser um exame de curta duração, a sugestão era levar apenas uma garrafinha de água. No entanto, alguns candidatos levaram alimentos barulhentos, como salgadinhos e batatas fritas, o que atrapalhou a concentração de outros participantes.

Por fim, algumas críticas foram direcionadas à elaboração das questões, mas nesses casos cabe pedido formal de recurso, como já previsto no edital.

Apesar dos diversos relatos negativos, em termos gerais, a aplicação da prova ocorreu sem maiores incidentes operacionais. Ainda assim, os relatos refletem a necessidade urgente de melhor preparo, respeito e organização em processos que envolvem profissionais da educação — justamente aqueles que formarão as futuras gerações.

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