Carolina Bori fora do ar há semanas e prejudica profissionais em todo o país
No Brasil é permitido utilizar diplomas estrangeiros, sejam de graduação, mestrado ou doutorado. No entanto, para terem validade no país, esses títulos precisam passar pelo processo de reconhecimento em instituições credenciadas pelo MEC.
Para centralizar esse procedimento, o MEC criou a plataforma Carolina Bori, que reúne todas as etapas do pedido de reconhecimento de diplomas. O candidato deve enviar documentos como diploma, histórico escolar e demais comprovantes da instituição estrangeira diretamente pela plataforma, que também intermedia a comunicação entre o estudante, a universidade brasileira responsável pela análise e o MEC.
O problema é que a plataforma vem apresentando instabilidades recorrentes. Segundo levantamento feito pelo Colabora Concursos com base em diversas denúncias recebidas, o sistema enfrenta falhas desde o dia 14 de outubro de 2025. Ou seja, já são cerca de 20 dias de instabilidade até esta data (5 de novembro).
Entre os principais problemas relatados estão:
- Impossibilidade de acessar a plataforma ou acesso parcial
- Travamento na hora de enviar documentos
- Mensagens de erro como 404 (página não encontrada) e 500 (falha no servidor)
- Dificuldade para emitir boletos de pagamento das taxas
- Falha na comunicação entre universidades e candidatos

Essas inconsistências impedem estudantes de dar continuidade ao processo de reconhecimento e impedem as universidades de analisar a documentação pendente. Consequentemente, muitos profissionais ficam impossibilitados de validar seus títulos, o que prejudica:
- Tomada de posse em cargos públicos
- Progressão na carreira
- Participação em concursos
- Pontuação em processos seletivos
- Regularização acadêmica e profissional
A situação gera preocupação, frustração e apreensão entre os usuários, já que normalmente falhas desse tipo são corrigidas em poucas horas. Um sistema essencial como o Carolina Bori não pode ficar dias inoperante.
Registramos aqui a denúncia e esperamos que o MEC resolva o problema com urgência, garantindo o pleno funcionamento da plataforma e o direito dos candidatos que dependem desse reconhecimento para seguir suas carreiras.
