Delia Lerner — A Matemática na Escola: Aqui e Agora
Resumo completo e direcionado para concursos de Professor de Educação Básica I.
1. O medo da Matemática
Lerner inicia sua reflexão investigando sentimentos e concepções de professores, pais e alunos em relação à Matemática. Mesmo professores que gostam da disciplina reconhecem que ela frequentemente desperta medo.
Entre os alunos aparece também uma relação negativa com a matéria. Um exemplo significativo é o de uma estudante com bom desempenho que associa sua rejeição à necessidade de “decorar as contas”.
2. Para que serve a Matemática?
Entre as justificativas apresentadas pelos educadores aparecem o desenvolvimento do raciocínio, a utilização da Matemática na vida cotidiana, sua contribuição para outras disciplinas e sua percepção como ciência exata e abrangente.
A discussão, entretanto, vai além de afirmar que a Matemática é importante. É preciso analisar qual concepção de Matemática e de ensino sustenta essa importância.
3. A criança não chega à escola sem conhecimentos
A criança aprende também em suas experiências familiares e sociais. Ela não deve ser concebida como alguém que somente começa a aprender quando recebe uma explicação formal do professor.
Isso não diminui a importância docente. O professor precisa identificar os conhecimentos e estratégias dos alunos e criar situações para que possam ampliá-los, reorganizá-los e sistematizá-los.
4. A concepção de ensino criticada por Lerner
Lerner problematiza a concepção segundo a qual basta ao professor explicar claramente e ao aluno exercitar muitas vezes até reproduzir corretamente o procedimento ensinado.
5. Aprender Matemática é mais do que reproduzir contas
As crianças podem utilizar diferentes caminhos para solucionar uma situação: contagem, decomposição de números, desenhos, objetos, cálculo mental e outras estratégias.
Por isso, o resultado escrito não revela sozinho tudo o que a criança sabe. É necessário observar também como ela pensou e quais estratégias utilizou.
6. Estratégia de resolução e representação convencional
Uma criança pode encontrar corretamente a solução de um problema e ainda apresentar dificuldade para registrá-la por meio da conta convencional. Portanto, resolver e representar convencionalmente não são capacidades idênticas.
Lerner é contra os algoritmos?
Não. A questão está na forma e no momento de introduzi-los. As estratégias e representações infantis podem constituir pontos de partida para a apropriação progressiva das formas convencionais.
7. Procedimentos mecânicos e os “truques” matemáticos
Quando procedimentos são ensinados sem que os alunos compreendam seus fundamentos, a Matemática pode ser interpretada como um conjunto de regras arbitrárias ou “truques”.
8. O erro também precisa ser analisado
É necessário diferenciar a adequação da estratégia utilizada da correção do resultado obtido. Uma criança pode elaborar uma estratégia adequada e cometer um erro acidental de cálculo.
O professor deve oferecer tempo para pensar, analisar o processo e favorecer oportunidades de revisão e autocorreção.
9. A crítica às “palavrinhas mágicas”
Associações automáticas como “ganhar = somar”, “aumentar = somar” e “tirar = subtrair” podem impedir a verdadeira análise da situação-problema.
Essas pistas não funcionam universalmente. Uma dívida pode, por exemplo, aumentar. Na vida cotidiana, os problemas também não chegam acompanhados de palavras destinadas a indicar qual operação utilizar.
10. As crianças também podem formular problemas
A formulação de problemas pelos próprios estudantes permite conhecer seu repertório e aproximar a Matemática de situações significativas.
Na vida cotidiana, muitas vezes precisamos primeiro identificar e formular o problema para somente depois buscar uma solução. Essa experiência também pode integrar o trabalho escolar.
11. Sistema de numeração e valor posicional
O estudante pode memorizar nomenclaturas e posições sem compreender a lógica que fundamenta o sistema de numeração. Saber identificar unidade, dezena e centena não garante, por si só, compreender as relações de agrupamento que sustentam o sistema decimal.
Mais uma vez, Lerner evidencia a diferença entre executar um procedimento e compreender seu fundamento.
12. Avaliação da aprendizagem matemática
Uma prova ou uma nota não consegue, isoladamente, revelar todo o processo de aprendizagem. Estratégias, raciocínios, hipóteses e até fatores emocionais precisam ser considerados na análise do desempenho.
Conhecer a aprendizagem matemática exige olhar além da resposta final e investigar o processo desenvolvido pelo estudante.
13. O ambiente da sala de aula também importa
Para pensar matematicamente, os alunos precisam encontrar condições para perguntar, argumentar, testar estratégias, errar, revisar, explicar e confrontar ideias.
Um ambiente marcado pelo medo do erro ou da exposição reduz a participação. A sala de aula deve favorecer reflexão, questionamento, participação e argumentação.
14. O que você precisa memorizar para a prova
- memorização mecânica;
- repetição;
- fragmentação excessiva;
- reprodução de modelos;
- procedimento único;
- valorização exclusiva do resultado;
- algoritmos sem compreensão;
- “palavrinhas mágicas”.
- conhecimentos das crianças;
- estratégias próprias;
- resolução e formulação de problemas;
- reflexão e investigação;
- discussão e interpretação;
- diferentes procedimentos;
- compreensão dos fundamentos;
- participação ativa.
Aprender, nessa perspectiva
Continue sua preparação para PEB I de Diadema 2026
100 Questões de Conhecimentos Específicos – PEB I Diadema 2026
R$ 14,90
SIMULADO III – PEB I de Diadema 2026
R$ 5,00
Simulado I – PEB I Diadema 2026
R$ 5,00
Simulado II – PEB I Diadema 2026
R$ 5,00