Prova de Auxiliar de Promotoria I surpreende pela alta dificuldade e pode reduzir número de notas máximas
Exame da banca VUNESP teve nível acima do esperado para ensino fundamental e forte exigência em raciocínio e interpretação
Participei hoje do concurso público para Auxiliar de Promotoria I, concorrendo a uma vaga na capital e região metropolitana de São Paulo, que foi justamente a região com maior número de inscritos. De acordo com levantamento divulgado pelo Colabora Concursos, o certame contou com mais de 74 mil inscritos em todo o estado, sendo 36.278 apenas na capital e Grande São Paulo.
De modo geral, a prova surpreendeu pelo nível de dificuldade, principalmente por se tratar de um concurso de nível fundamental. Em matemática, por exemplo, o grau de exigência foi elevado. Houve cobrança de geometria espacial com várias figuras, além de equações de primeiro com nível de dificuldade alto. Algumas questões exigiam mais de uma etapa de cálculo, chegando a três ou quatro operações para se alcançar o resultado, o que tornou a resolução mais trabalhosa e menos direta.
Na parte de informática, a prova também não foi simples. Foram cobrados conteúdos relacionados ao Microsoft 365, incluindo Word e Excel, além do Windows 11. As questões apresentaram um nível entre médio e difícil, exigindo conhecimento mais aprofundado e atenção aos detalhes.
Em língua portuguesa, o nível pode ser considerado intermediário, mas com uma cobrança gramatical mais exigente do que o esperado. Já legislação apareceu com dificuldade moderada, enquanto geografia se destacou como uma das áreas mais difíceis da prova. História, por sua vez, esteve dentro do esperado, embora também exigisse atenção na leitura e interpretação.
A principal impressão é que não haverá muitos candidatos com pontuação máxima, diferentemente do que ocorreu em concursos anteriores para o mesmo cargo, em que os empates eram frequentes e os critérios de desempate acabavam sendo decisivos, muitas vezes pela idade. Desta vez, a tendência é de menos empates nas primeiras colocações, o que pode tornar a classificação mais distribuída.
De acordo com o edital, os critérios de desempate começam pela idade igual ou superior a 60 anos, seguida pelo maior número de acertos em língua portuguesa, matemática, informática, legislação, história e geografia. Persistindo o empate, considera-se o exercício da função de jurado e, depois, a maior idade entre os candidatos com menos de 60 anos. Em último caso, há a possibilidade de sorteio, embora seja uma situação extremamente rara.
O gabarito preliminar será divulgado no dia 31 de março, e o Colabora Concursos fará o acompanhamento da publicação, disponibilizando as informações assim que forem liberadas.
De forma geral, foi uma prova difícil, acima do padrão esperado para o nível fundamental, com forte exigência em raciocínio e interpretação, o que pode impactar diretamente no desempenho geral dos candidatos e na definição da nota de corte.
Anônimo
Fiz a prova, matemática estava extremamente difícil, as outras matérias foram justas apesar de alguns temas que estavam no edital não terem sido cobrados, como por exemplo tipologia textual em português e revolução de 32 em história
Anônimo
Eu concordo, estava muito difícil nas questões de matemática 🙁