Haddad supreende e defende o fim da estabilidade dos funcionários públicos
No mesmo mês em que a deputada Luciene ganhou destaque ao propor o fim do imposto de renda para professores e servidores da Educação — medida que foi bem recebida por boa parte do funcionalismo público —, Haddad surpreendeu negativamente seu eleitorado com declarações de viés neoliberal.
No Podcast 3 Irmãos, ao ser questionado sobre a estabilidade dos servidores em uma possível reforma administrativa, o ministro defendeu que a manutenção desse direito deveria estar vinculada à eficiência e à produtividade do funcionário. Segundo ele, em diversos países — embora sem citar exemplos — a estabilidade existe, mas com regras claras de desempenho, acompanhadas por fiscalização e controle de qualidade.
Haddad argumentou ainda que considera legítima a realização de avaliações periódicas de desempenho, sugerindo que servidores que não apresentem produtividade e eficiência possam ser penalizados até mesmo com a demissão. A fala deixa em aberto a possibilidade de um modelo de avaliação de desempenho mais rígido para os servidores públicos. Confira no vídeo, no trecho abaixo:
Opinião
O posicionamento de Haddad soa inesperado para a imensa maioria de seu eleitorado, formado em grande parte por professores. Imagine uma situação em que esses profissionais sejam avaliados por desempenho: é evidente que a principal referência seriam avaliações externas ao contexto escolar, como o SAEB ou o SARESP, entre outras, que quase nunca refletem a realidade específica de cada comunidade escolar.
A chamada “avaliação por desempenho” representa um risco em qualquer esfera do funcionalismo público. Ela pode se tornar instrumento de chantagem, ameaça e perseguição, já que a demissão é prevista como penalidade. Na prática, isso equivale a extinguir a estabilidade, pois o servidor passaria a viver sob vigilância constante — não da população, mas de quem ocupa cargos de poder e pode usá-los politicamente para perseguir, assediar ou retaliar funcionários identificados com adversários da gestão. Esse tipo de cenário é possível em governos de qualquer orientação, seja à direita ou à esquerda.
Outro ponto grave é que, em momento algum, Haddad mencionou a valorização ou premiação dos bons servidores; sua fala se concentrou apenas na punição dos considerados “maus”. No entanto, sabe-se que essas avaliações são frequentemente subjetivas e permeadas por fatores pessoais, como já ocorre no regime da CLT.
A defesa de Haddad, na prática, sugere transformar o serviço público em uma “grande CLT”. Mas há uma diferença essencial: na CLT, a demissão vem acompanhada de direitos como fundo de garantia, indenização e seguro-desemprego. Já no setor público, a demissão significaria apenas um bilhete com a frase “boa sorte”.
Essa declaração de Fernando Haddad reforça o que muitos progressistas já apontam: trata-se de “mais um neoliberal” infiltrado na esquerda. Espera-se que ele repense suas palavras e afaste definitivamente a ideia de enfraquecer a estabilidade no funcionalismo público.

Anônimo
NADA QUE VEM DO PT E HADDAD ME SURPREENDE !
DEPOIS DE TAXAR AS COMPRAS DA SHEIN E SHOPEE, TODO MÊS TEM UM IMPOSTO DIFERENTE CRIADO PELO TAXAD! O GROSSO AINDA VEM POR AÍ.
ELE QUER POR FIM NA ESTABILIDADE, PARA PODER INDICAR QUEM ELES QUISEREM NO LUGAR DOS CARGOS EFETIVOS!
Anônimo
Lamentável! Haddad ladeira abaixo…
Anônimo
Quem taxou esses produtos foi o congresso! Os estados estão através do ICMS arrecadando. Olha o que o Trump faz para proteger a indústria americana. Lógico que isentar produtos de importação enfraquece a indústria nacional.
Anônimo
Muito difícil essa avaliação, deveria ser feito, primeiro com eles políticos, que nem trabalham, e nem faz nada para melhorar a vida da população. E se essa avaliação fosse feita, primeiro com eles não ficaria um no cargo
Anônimo
A estabilidade do servidor público não existe desde o governo de FHC. Os servidores são sempre avaliados. A opinião do autor distorce a opinião do entrevistado.
Anônimo
Concordo plenamente!
Anônimo
Gostaria de saber o que ele pretende fazer para aumentar a eficiência e o desempenho de políticos, ministros, secretários, acessores. Vai ter fim das mordomias de quem realmente afunda esse país e se esconde no congresso?
Anônimo
Espero que Addad, não enfraquece o funcionarismo público. Já temos muitos políticos contra a estabilidade.
Anônimo
Que absurdo é este? Precisa enviar uma mensagem para Lula!!!!!!!!!
Anônimo
O sistema já funciona assim…faz um tempo inclusive…
Anônimo
Com o fim da estabilidade, os políticos têm como ganhar dinheiro nas contratações de empresas prestadoras de serviços. Sem contar com a dança das cadeiras, com funcionários desqualificados indicados por eles. Mas uma vergonha nacional.
Anônimo
A avaliação de desempenho é assiduidade, já acontecem na educação do Paraná, semestralmente!
Anônimo
Ele não falou nada demais, isso já acontece na prefeitura de São Paulo, para garantia de um serviço de qualidade
Anônimo
Segundo o Estatuto dos funcionários públicos Artigo 256 diz.. Será aplicada a pena de demissão nos casos de : procedimento irregular, de natureza grave, ineficiente no serviço ,aplicação indevida de dinheiro público, e inassiduidade.
Em um deles , Demissão a bem do serviço público,demissão por ausência ao serviço sem causa justificável! Quem aplica ,as autoridades competentes! O governador, os secretário de Estado,os chefes de gabinetes artigo 260 . Atualmente, já temos essas demissões!
Anônimo
Isso é uma porta aberta para a impunidade dos poderosos e o aumento da corrupção nessa república de bananas. Por isso que eu não tenho político de estimação. Todos são safados e estão a serviço de interesses supranacionais! Triste para quem vai entrar no serviço público! Triste para o Brasil!
Anônimo
Não esperava isso que vergonha depois fala que é do partido do trabalhador.Está representando o opressor.
Anônimo
Deveria tbem
Anônimo
Deveria também rever a pensão para as filhas de militares e não punir os servidores concursados
Anônimo
Absurdo, pois a perseguição vai acontecer com funcionários públicos. Comigo já aconteceu e se eu não fosse funcionaria pública tinha sido demitido. Deveria ser proibido que cargos de alto e médio escalão fosse ocupado por pessoas indicadas pelo governo e sim pelos funcionários públicos.
A maioria dos cargos de confiança são nomeados pelos governantes ante terem trabalhado na eleição e raramente por competência. Chegam e não sabem nada da realidade do local onde vão trabalhar e ainda quer cantar de galo com os funcionários.
Para mim funcionários públicos entraram no serviço público pela porta da frente e os cargos de confiança que não são funcionários públicos entraram pela porta dos fundos. E ainda os governantes são mero convidados do povo através da eleição, mas podem ser desconvidados na próxima eleição.
Decepção com o Haddad.
Anônimo
O servidor público já sofre pressão pelos gestores, atualmente, com a estabilidade que conquistamos através do concurso público. Com a perda dessa estabilidade, pode acreditar, querer se igualar a CLT nós deixaremos de ser servidor público. O que atrai as pessoas ao serviço público é a estabilidade. Se ela não existe, e não há direitos trabalhistas, eu vou sofrer represálias, humilhações porque? Pra ser igual a CLT tem que pagar os mesmos direitos e como vcs sabem senhor Haddad, as prefeituras já foram cltistas, mas não conseguiram pagar os servidores. Por esse motivo optaram pelo plano de cargos carreiras e salários. Garantindo ainda a estabilidade através do concurso público. Nessa época houve muitos apadrinhamentos, os políticos que entravam tiravam todos os funcionários e colococavam os seus parentes, amigos, amantes, etc. Vcs querem mesmo acabar com os concursos, com a estabilidade do servidor e vcs podem esperar que os órgãos públicos só terão trabalhando aqueles que farão alianças para roubar os recursos do município. Isso é fato. É tudo que os prefeitos querem pq eles odeiam servidor efetivo, concursado, porque ele não pode jogar ele fora quando quer. Ele não pode obrigar esse servidor a fazer coisas erradas se ele não quiser. Já o colocado faz sim pq não quer ficar sem o emprego. Se já roubavam, agora ficou melhor. Eles não estão preocupados com a qualidade dos serviços prestados à sociedade não, pq pra isso nós damos o nosso sangue. A preocupação dos políticos é nos tirar de vez da frente deles, pq estamos atrapalhando os seus planos. Isso é óbvio.
Anônimo
Esses caras são uma verdadeira vergonha roubam roubam tudo com esses gastos em pessoal que é um absurdo e a culpa é dos servidores concursados e não cabide de emprego… igual ao chefe dele faz… para de bla bla o que tem que acabar e esse monte de partidos políticos que não servem para nada….