Olá, caros leitores do Colabora Concursos.
Nesta postagem quero tratar de um tema muito importante e atual: a possibilidade — veja bem, possibilidade, não certeza — de cancelamento da Prova Nacional Docente (PND). Essa discussão tem ganhado força nas redes sociais e não é de hoje que vínhamos alertando sobre alguns problemas que poderiam comprometer o exame.

Vamos relembrar os principais pontos.

Primeiro, as inscrições
Muitos candidatos sequer conseguiram se inscrever por conta de erros sistêmicos. Foi uma falha grave. Quem conseguiu fazer a inscrição seguiu adiante; quem não conseguiu, ficou sem alternativa — mas o problema era do sistema, não do candidato. Mesmo assim, o processo avançou.

Depois, a mudança de locais de prova, a poucas horas da aplicação, também causou confusão.
A prova estava marcada para o dia 26 de outubro, e no dia 24 ainda havia candidatos recebendo notificações de alteração de local — alguns na sexta-feira à noite, outros no sábado de manhã, e muitos sequer foram informados. Resultado: ao chegar no local informado inicialmente, descobriram que o endereço havia sido trocado. Situação que, evidentemente, prejudicou milhares de candidatos.

Mas o mais grave aconteceu no dia da prova.
Por erro de logística, o INEP não calculou corretamente a quantidade de candidatos por escola. Houve casos de salas com capacidade para 30 pessoas sendo ocupadas por 50. Em outras, com espaço para 20, também colocaram 50. Aparentemente, fixaram esse número padrão sem considerar o tamanho real das salas.

Consequência: provas sendo realizadas em corredores, refeitórios e até áreas abertas das escolas.
Em alguns locais, como em Timon (MA), candidatos foram impedidos de realizar a prova. Fiscais desorientados — muitos sem treinamento técnico — tomaram decisões arbitrárias, como permitir apenas a realização do exame por quem estivesse sentado. Quem ficou em pé foi dispensado. Uma situação absurda.

Esse tipo de ocorrência fere o princípio da isonomia e, por si só, já justificaria o cancelamento da prova e a remarcação para uma nova data, com nova versão do exame.

Além disso, há diversos vídeos circulando em redes sociais e grupos de WhatsApp mostrando a confusão: candidatos amontoados, desorganização, falta de materiais — nem havia mais os saquinhos para guardar objetos pessoais. Muitos fizeram a prova com celulares à vista, o que compromete a segurança do exame (ainda que não haja indícios de fraude).

Também há relatos de candidatos que iniciaram a prova com atraso, depois que o tempo oficial já havia começado.

Na minha opinião — eu, professor Rogério Ferreira, que acompanho de perto a PND — o INEP precisa usar o bom senso, reconhecer as falhas e refazer a prova.
E, principalmente, contratar uma banca organizadora com experiência, como FGV, Vunesp, Cesgranrio ou outra instituição do mesmo porte. Poderia até haver uma divisão de responsabilidade por regiões, evitando erros de logística como esses.

Vale lembrar que a Prova Nacional Docente não é apenas uma avaliação diagnóstica como o Enade. Ela poderá ser utilizada em processos seletivos e concursos públicos. Portanto, é essencial garantir condições iguais de disputa para todos os candidatos.

É provável que o INEP e o ministro Camilo Santana já estejam cientes da gravidade da situação.
Um possível indicativo de cancelamento da prova será o atraso na divulgação do gabarito.
Se até quarta ou quinta-feira o gabarito não for publicado, é sinal de que o órgão pode estar avaliando essa medida.

Se isso acontecer, o mais sensato seria cancelar a aplicação atual, elaborar uma nova prova e remarcar a data — possivelmente ainda este ano ou no início de 2026, dependendo do cronograma do INEP.

Enfim, há uma possibilidade real de cancelamento, e a nossa posição aqui no Colabora Concursos é clara:
➡️ Que o INEP reconheça as falhas e refaça a prova, desta vez com organização e transparência.

Seguiremos acompanhando de perto todas as novidades sobre o caso.
Qualquer atualização, você confere aqui no Colabora Concursos.

  1. Como será utilizado a TRI, não é necessário refazer a prova para todos, apenas nos locais afetados com intercorrências (tal qual no ENEM quando acontece algo). É descabido aplicar para todos novamente.

    • concordo plenamente , a prova aonde realizei foi muito organizada e teve ate o apoio da policia militar . Fomos revistados , havia detector de metais , tivemos que nos identificar e havia o patrulhamento da policia militar na porta da escola e dentro da escola . Foi bastante rigido e organizado .

      • Eu não concordo. Tem que pensar que mesmo que tenham feito boa pontuação, nessa segunda prova, quem me garante que não será mais facil para eles? ou textos mais curtos o que facilita o raciocinio, ou um tema de redação mais facil. Isso prejudicaria aqueles que realizaram no dia, mesmo que tudo ocorreu bem, uma vez que, se eles quiserem utilizar a nota do PND para editais na sua região, eles concorreram com você que fez uma prova dificil e a deles nem você terá base.

  2. Só sei que não tem quem me faça fazer essa prova novamente.Pra mim teria que ser anulada nos lugares que tiveram problema, não em todos. Eu não refaço jeito nenhum.

  3. Tem outra questão: locais de prova extremamente distantes da localização do candidato. isso dificulta chegada e a saída do candidato. Estou em Pinheiros meu filho foi ‘ jogado’ depois do Capão Redondo. Tenho 3 escolas estaduais em volta da minha casa. Um programa simples de computador cruza os dados entre a localização do candidato bebo local de prova.

  4. E, tem outro ponto importante: as 30 questões são iguais para todas as licenciaturas. Muitas questões tratavam do ensino médio,porém o curso de Pedagogia tem foco apenas na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental. Absurdo!

    • Como pedagoga assim como vc , estudamos todas a leis e propostas qUe regem a educação . Estudamos tbm a estrutura da educação de ensino medio e ate superior . Pois pedagogo não apenas professor regente de sala e também gestor escolar .

  5. A banca aplicadora foi a FGV, deveriam ter escolhido uma Carlos Chagas, Ibam, Vunesp. Sem contar a distância descabida para realizar essa prova. Apenas os locais que tiveram problemas que devem refazer pois será insano fazer com que todos passem por isso novamente. Ou anulem e não realizem mais.. pois já viram que NÃO DEU E NÃO DÁ CERTO.

  6. Não seria justo que quem conseguiu realizar a prova normalmente, gastando tempo e dinheiro, precise fazer novamente. O mais sensato seria uma reaplicação apenas para os candidatos dos locais que foram afetados com possíveis problemas.

  7. Não é justo!!! Eu li todas as questões, uma prova super cansativa, não vou carregar um peso de um erro de falta de organizado do órgão responsável. Reaplica nos locais que foram prejudicados.

  8. Esse governo é só desastre, bando de incompetentes, no CNU vários problemas foram relatados. Taxad deve ter gostado do dinheiro que arrecadou com inscrições

  9. Se anular eu vou querer reestituição do valor e mais indenização pelo transtorno, eu fiquei a prova inteira, peguei estrada e ainda não consegui almoçar no dia, fiquei por volta de 12 horas sem comer fazendo essa prova

  10. Concordo plenamente com o cancelamento da prova. Diante de tantos relatos e evidências de desorganização — desde a falta de estrutura adequada até a quebra de protocolos básicos de segurança —, fica claro que as condições não foram iguais para todos os candidatos.

    Uma avaliação com esse peso e propósito precisa ser conduzida com total transparência, segurança e equidade. Quando há atrasos, ausência de materiais e até uso de celulares durante a aplicação, o resultado perde a validade e compromete a credibilidade do exame.

    Assim como destacou o professor Rogério Ferreira, o INEP deve reconhecer as falhas, agir com bom senso e refazer a prova, preferencialmente com o apoio de uma banca experiente. Somente assim será possível garantir um processo justo, sério e à altura da importância da Prova Nacional Docente.

  11. Espero que não seja anulada. Onde fiz teve organização total. Eu me sai bem, a anulação me prejudicaria. Não posso pagar pela incapacidade de determinados locais para se organizar.

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